terça-feira, novembro 29, 2022

Gerente de banco é preso em Manaus por suspeita de desviar R$ 1,8 milhão

O gerente do banco Santander em Manaus, Lucas Franklin de Souza Coelho, de 22 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (22), suspeito de desviar R$ 1,8 milhão da conta de clientes, segundo informou o delegado Alessandro Albino, do Departamento de Polícia Metropolitana.

Lucas, conforme o delegado Aldeney Goes, da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, facilitava desvio com mais três pessoas investigadas por participação ativa, fornecendo a senha de acesso à conta dos clientes para terceiros. Lucas, que é graduado pela UEA (Universidade do Estado do Amazonas), tem larga experiência em contabilidade e administração.

Segundo Aldeney Goes, Lucas trabalhou por três anos no banco. Durante inquérito, segundo revelou o delegado, Lucas alegou que foi induzido por uma organização criminosa a realizar o desvio. O dinheiro foi fracionado para várias contas.

A estratégia, segundo Goes, não funcionou porque o sistema bancário detectou incongruências no valor transferido. “Transferiram para diversas contas e depois transferiram de novo”, explicou Goes. “Mas, mesmo fracionando, continua sendo um valor alto. O sistema bancário, hoje, tem proteções até contra atos do gerente. Ele (o sistema) travou e não deixou que as pessoas sacassem o dinheiro desviado”.

Funcionários da empresa financeira procuraram a polícia de imediato e relataram o caso. As contas foram bloqueadas e a polícia identificou Lucas como autor das operações.

O crime ocorreu no dia 14 de maio, quando duas pessoas, que não tiveram os nomes revelados, foram até o banco e conversaram com Lucas. Os clientes já estavam com as informações sigilosas cadastradas no aplicativo do banco no celular, previamente fornecidas pelo gerente, que acessou o aparelho e inseriu a senha de acesso para que fizessem a transferência bancária.

Como resultado do cumprimento de mandado de prisão desta manhã, a polícia apreendeu celulares, notebooks e um carro modelo HB20 cinza. Também constatou que mesmo com o salário de R$ 4 mil, “ele ostentava e fazia viagens, o que não faz sentido com o salário que recebia”.

A polícia investiga para saber quem são os outros três envolvidos no caso.

Via: Amazonas atual

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