Com o aumento de queimadas e ausência de chuvas, a qualidade do ar em Rio Branco registrou, nesta terça-feira (8), níveis de poluição três vezes acima do que o considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Dados dos sensores que monitoram a qualidade do ar, por meio do sistema Purple Air, mostram que a capital concentrou cerca de 45 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado na manhã desta terça.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a quantidade de material particulado por metro cúbico (µg/m³) aceitável é de 15 microgramas pelo período de 24h. Porém, a partir de 12 µg/m³ já oferece risco em uma exposição prolongada.
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Concentração de Material Particulado em cidades do Acre — Foto: Reprodução/Purpleair
Com o índice registrado nesta terça, segundo a plataforma de monitoramento, os membros de grupos sensíveis podem sofrer efeitos na saúde com 24 horas de exposição.
Outras cidades também estão com situação preocupante na qualidade do ar, como é o caso de Manoel Urbano, Porto Acre e Acrelândia, que estão com concentração de poluentes quase duas vezes acima do considerado ideal.
Chuvas abaixo do esperado
Diferente do mês de outubro, que fechou com chuvas a cima da média em Rio Branco, novembro tem apresentado um cenário atípico.
É que nos oito primeiros dias do mês foram registrados somente 4,6 milímetros de chuva, sendo que o esperado é de 224mm. Ou seja, só choveu 2% do esperado. Os dados são da Defesa Civil Municipal, que prevê chuvas somente a partir do dia 11 deste mês.
“Tivemos somente 4,6 milímetros, ou seja, muito abaixo do esperado. Pelos próximos dias não deveremos ter chuvas em Rio Branco e a previsão para voltar a chover é somente a partir do dia 11 deste mês. O esperado para novembro são 224 milímetros”, disse o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão.
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AC tem mais de 700 queimadas em 8 dias de novembro e registra pior mês das últimas duas décadas — Foto: Arquivo/CBM-AC
Acre em chamas
O Acre registrou 728 focos de queimadas nos oito primeiros dias de setembro. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o avanço do fogo em todo país. Com esse número, o estado tem o pior novembro de queimadas dos últimos 24 anos.
O número de queimadas neste período representa 10 vezes mais que nos oito primeiros dias de novembro de 2021, quando foram contabilizados somente sete focos de incêndio. Em todo novembro do ano passado foram registrados 14 focos.
Somente nessa segunda (7) foram registradas 396 queimadas em todo estado. No dia anterior, domingo (6), os incêndios chegaram a 104.
Os dados do Inpe apontam ainda que o Acre ficou em 2º lugar no ranking entre os que mais queimaram no mês de novembro. Entre os 15 municípios que registram os maiores números de focos de calor durante este mês em todo país, cinco são do Acre, sendo Sena Madureira e Xapuri em terceiro e quarto lugar respectivamente.
Com relação ao acumulado do ano, o total de queimadas em todo o estado é de 11.636, o maior dos últimos 17 anos. No ano passado, no mesmo período, foram 8.828 focos.
POR G1-AC


