O governador Gladson Cameli (PP) acaba de obter mais uma vitória junto ao Superior Tribunal de Justiça em relação a seus detratores que o acusam em relação à Operação Ptolomeu, da Polícia Federal, que apura supostos desvios administrativos e desvios de recursos públicos envolvendo o Governo do Acre, há mais de dois anos.
A Operação envolve gestores públicos e empresários de empresas de construção civil, algumas das quais prestam serviços ao Governo do Acre e outras não, como é o caso das empresas ligadas ao pai do governador, Eládio Cameli, com o qual Gladson estava judicialmente proibido de falar ou ter outro tipo de contato.
Em decisão anunciada nesta quinta-feira (21), o STJ autorizou o retorno de conversas pessoais e outros meios entre Gladson Cameli e seu pai, que já não se falavam fazia três meses face às medidas restritivas solicitadas pelo PF e o Ministério Público Federal (MPF) para que os investigados não mantivessem contatos entre si. A autorização partiu de pedido da advogada Nina Nery, da banca de advogados de Brasília que defende Gladson Cameli junto ao plenário do STJ.
Nina Nery ressaltou a idade de Eládio Cameli, de 70 anos, as tradições familiares de imigrantes libaneses que criaram forte laços com seus familiares e a medida de impedir contatos familiares mesmo durantes festas como o Dia das Mães, quando os Camelis, pelas restrições judiciais, não puderam estar reunidos em Manaus, onde vive o patriarca da família.
“Nada justifica a restrição de pais e filhos conversarem”, disse a advogada.
O governador Gladson Cameli, em agenda fora do Brasil, não comentou a decisão.
Por: ContilNet

