Alunos da Escola Madre Adelgundes Becker, em Cruzeiro do Sul, reivindicam ar-condicionados em seis salas de aula

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Na manhã desta segunda-feira, 10, alunos da Escola Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, em Cruzeiro do Sul, organizaram uma reinvidicação para exigir a instalação de ar-condicionados em pelo menos seis salas de aula do ensino médio. A reivindicação se dá após anos de pedidos não atendidos à Secretaria de Educação. Aproximadamente 250 alunos são afetados pela situação.

Isabele Pereira, uma das alunas envolvidas na manifestação, destacou que a luta por melhores condições começou há mais de quatro anos. “Nossa escola tem enviado ofícios regularmente à Secretaria de Educação. Chegamos a formar um grupo com alunos, um militar e uma professora para levar o caso ao Ministério Público, mas até agora não tivemos nenhuma resposta,” afirmou Isabele.

O problema afeta gravemente o ambiente de aprendizado. Segundo os estudantes, o calor nas salas é insuportável, tornando necessário que as aulas sejam transferidas para o pátio frequentemente. Anne Nicole Castro, do primeiro ano, relatou que a situação faz com que alunos e professores passem mal regularmente, com casos de desmaio e pressão baixa. “A gente não consegue se concentrar e ficamos passando mal,” disse Anne Nicole.

O coordenador pedagógico da escola, Francisco Marcones, reuniu os alunos no pátio para trazer uma maior transparência por parte da escola diante dessa situação. Ele apresentou um levantamento dos ofícios enviados à Secretaria de Educação e enfatizou que a escola está igualmente preocupada com a situação. “É uma questão burocrática que demanda tempo, e a escola está fazendo tudo que está dentro de suas atribuições,” explicou Marcones.

Em resposta, o coordenador administrativo do núcleo de educação, Átila Cândido, explicou que o núcleo de Cruzeiro do Sul fez uma solicitação para a secretaria de Rio Branco desde o ano passado. No entanto, a secretaria de Rio Branco informou que não possui os equipamentos adequados para atender à sala de aula. “Atualmente, os equipamentos que temos não são exatamente aqueles que serviriam para a instituição, pois a instituição solicita equipamentos de 30.000 BTUs, e a secretaria não possui mais desses equipamentos desde o ano passado. Os equipamentos que eles possuem têm uma capacidade de BTUs mais alta, o que poderia causar problemas na parte elétrica da escola”, explicou.

Em relação à última solicitação, na qual foram solicitados equipamentos de 36.000 BTUs, o coordenador disse que o núcleo está aguardando a resposta de Rio Branco. “Não temos um prazo para esse atendimento, pois os equipamentos adequados não estão disponíveis no patrimônio da secretaria. Estamos tentando agora com equipamentos que exigem mais carga energética. Estamos em processo de licitação para a compra de novos equipamentos, mas esse processo ainda não foi concluído”, explicou.

 

Por: Juruá Online