O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no Acre, repercutiu fora do estado e passou a mobilizar autoridades de outras regiões do país. No último domingo (7), o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos-RS) publicou um vídeo nas redes sociais em que demonstrou preocupação com o fato de a Construtora Cidade, responsável pela obra acreana, também atuar em empreendimentos no Rio Grande do Sul.
Na gravação, o parlamentar afirmou que pretende encaminhar um pedido de informações para obter detalhes sobre os contratos da empresa em território gaúcho. Segundo ele, a principal preocupação é a reforma da Ponte do Fandango, estrutura que liga os municípios de Cachoeira do Sul e Nova Palma e cuja entrega está prevista para o fim deste mês.
“Tu viu esse desabamento dessa ponte lá no Acre? Ela merece a nossa atenção mais do que tu pensa. Porque essa construtora que fez essa obra é a mesma que está fazendo a reforma da Ponte do Fandango”, declarou o deputado.
Martim afirmou que pretende solicitar informações sobre outras obras executadas pela construtora no estado e acompanhar o andamento das investigações abertas após o colapso da ponte acreana.
“Eu quero saber se essa construtora é responsável por quais obras fora a Ponte do Fandango, se tem mais alguma obra que essa construtora é responsável”, disse.
O parlamentar também relacionou o episódio à necessidade de reforço na fiscalização de obras de infraestrutura diante dos desafios impostos por eventos climáticos extremos. “Primeiro, que é a segurança do nosso povo; e segundo, que essas estruturas precisam estar fortalecidas. O erro tem que ser zero”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio à apuração das causas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari. O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou investigação para apurar responsabilidades, enquanto o governo estadual realiza levantamentos técnicos e perícias sobre as circunstâncias do acidente.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (8), a Construtora Cidade afirmou que a ponte foi construída de acordo com as normas técnicas vigentes e atribuiu o colapso a um processo de instabilidade geotécnica conhecido como “terras caídas”. A empresa também informou que havia recomendado ao Deracre a interdição total da estrutura um dia antes do desabamento.
O caso segue sendo investigado por órgãos estaduais e pelo Ministério Público, enquanto os desdobramentos da tragédia continuam repercutindo dentro e fora do Acre.

