O inquérito policial que apura o ataque ao Instituto São José, em Rio Branco, não deverá ter o prazo prorrogado e deve ser encaminhado ao Poder Judiciário já na próxima semana. A informação foi confirmada ao ac24horas pelo delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, na última quinta-feira (4).
Segundo o chefe da instituição, a investigação está em fase final e a expectativa é que a conclusão ocorra dentro do prazo inicialmente previsto pelos investigadores.
O caso apura as circunstâncias do atentado ocorrido no dia 5 de maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José e efetuou disparos dentro da unidade de ensino. O ataque resultou na morte das servidoras Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, além de deixar outras duas pessoas feridas.
Desde o início das investigações, a Polícia Civil realizou oitivas, perícias, análise de imagens de segurança e extração de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos. Os investigadores também apuraram denúncias surgidas após o crime, incluindo informações sobre possíveis ameaças anteriores ao atentado e eventuais influências externas sobre o adolescente.
Na última fala sobre o caso, no dia 12 de maio, Buzolin afirmou que a polícia não havia encontrado, até aquele momento, elementos concretos que comprovassem a participação de outras pessoas no planejamento ou execução do ataque, embora todas as hipóteses tenham sido analisadas.
O que acontece após a conclusão do inquérito
Com a finalização dos trabalhos, a Polícia Civil encaminhará o inquérito à Vara da Infância e da Juventude, já que o autor do ataque é um adolescente.
Em seguida, o Ministério Público do Estado do Acre analisará as conclusões da investigação e decidirá quais medidas judiciais serão adotadas.
No caso do adolescente, o procedimento não resulta em denúncia criminal, como ocorre com adultos. O Ministério Público poderá representar pela aplicação de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo a internação.
Como o adolescente já se encontra submetido a medida cautelar de internação, o Judiciário analisará o material produzido pela Polícia Civil e os pedidos formulados pelo Ministério Público para decidir sobre a responsabilização do jovem por ato infracional análogo aos crimes investigados.
Paralelamente, segue em apuração o procedimento relacionado ao proprietário da pistola calibre .380 utilizada no atentado. A Polícia Civil investiga as circunstâncias que permitiram o acesso do adolescente à arma de fogo, especialmente em relação à eventual ausência de cautela na guarda do armamento.
Por: AC 24 horas

