Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o Acre registrou 2.521 nascimentos sem a identificação do pai na certidão de nascimento. Os dados, divulgados pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC) com base no Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), revelam que o número representa cerca de 15,5% dos 16.236 nascimentos contabilizados no período.
As cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá concentram a maior parte dos casos no estado. A capital acreana aparece na primeira posição, com 852 registros sem o nome do pai entre 6.853 nascimentos realizados entre 1º de janeiro de 2025 e 2 de junho de 2026.
Na segunda colocação está Cruzeiro do Sul, que contabilizou 753 certidões sem a identificação paterna entre 3.320 nascimentos registrados. Já Tarauacá ocupa a terceira posição, com 187 registros sem o nome do pai em um total de 1.063 nascimentos no mesmo período.
Diante desse cenário, a Defensoria Pública reforçou a realização do programa Meu Pai Tem Nome, iniciativa que oferece gratuitamente serviços voltados ao reconhecimento de paternidade e maternidade, seja por vínculo biológico ou socioafetivo.
Segundo a instituição, a edição de 2025 realizou 349 atendimentos. Neste ano, uma nova mobilização está prevista para o dia 1º de agosto. As inscrições podem ser feitas gratuitamente até 1º de julho.
Por concentrarem os maiores índices de registros sem identificação paterna, Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá receberão atendimento presencial nas unidades da Defensoria. Moradores dos demais municípios acreanos poderão participar por meio de atendimento virtual, desde que haja consenso entre as partes para a realização do procedimento extrajudicial.
Durante a ação serão oferecidos serviços como investigação de paternidade, reconhecimento de paternidade e maternidade socioafetiva, exames de DNA gratuitos, audiências de conciliação e outros procedimentos voltados à garantia do direito à filiação.
Por: Ac 24horas

