Para começar a conversa: pesquisa registra um momento, nada além disso. A campanha para valer só acontece na segunda quinzena de julho, após as convenções regionais. Nada contra os institutos regionais, mas a pesquisa do Paraná é interessante pela sua projeção nacional e sem relações no estado. Vamos aos números. Quem deve estar comemorando mais é a governadora Mailza Assis (PP), que cresceu 7% em relação à pesquisa anterior, um crescimento de 40%. Lembrar que começou a campanha com 3%. Saiu da pesquisa anterior de 17,6% para os atuais 24,4%. O senador Alan Rick (Republicanos) se mantém com certa folga na liderança, mas teve queda de 3 pontos percentuais. Tinha 44,5% e apareceu agora com 41, 2%. Mas nada que possa ser considerado como ter desabado. A pesquisa do Paraná não foi boa para o candidato Tião Bocalom (PSDB). Tinha 24,1% na coleta anterior e caiu para 16,1%. Dr. Thor Dantas (PSB) ficou na casa do 3,8% nas intenções de votos. Eudo Rafael (PCB) cravou 0,8%. O crescimento considerável de Mailza aponta que pode embolar mais à frente com o líder das pesquisas, Alan Rick. Falar do Tião Bocalom (PSDB), é mexer com o imponderável; quando foi dado como derrotado, perdeu por pouco ou ganhou a eleição. A campanha no seu fervor não começou, e a campanha se sabe como começa e não como ela termina.
A SURPRESA DA PESQUISA
O que pode ser considerada como a grande surpresa da pesquisa do Paraná, é que pela primeira vez, o ex-governador Gladson Cameli (PP) não apareceu liderando a corrida para o Senado. A liderança ficou com o ex-governador Jorge Viana (PT). Jorge ficou com 34,7%; e Gladson, com 32,6%. Em terceiro ficou o senador Márcio Bittar (PL), que somou 29,9%. Em seguida vêm Ulysses Araújo (UB), com 21,9%; Mara Rocha (Republicanos), com 21,6%; e Sérgio Petecão (PSD), com 13,9%. Jéssica Sales (MDB) emplacou 11,3%; Eduardo Veloso (Solidariedade), com 9% e Júnior Feitosa (DC) apareceu com 1,6%.
REFLEXO JURÍDICO
A queda do ex-governador Gladson Cameli da liderança para o Senado pode ser debitada à sua condenação pelo STJ, o que criou no imaginário popular de que não será candidato. Mas, mesmo sendo amplamente divulgado que está inelegível, ainda assim apareceu bem posicionado para o Senado. O seu futuro político será traçado no STF, onde tentará anular a sua condenação para voltar a ser elegível.
CONVERSA ABERTA
Os integrantes da chapa de candidatos a deputado estadual pelo PSD vão marcar uma conversa com o senador Sérgio Petecão (PSD), para defender que mantenha uma postura de independência, sem aliar-se a nenhum candidato a governador. O problema é que a chapa é muito eclética, tem apoiadores do candidato Alan Rick (Republicanos); e majoritariamente apoiadores de Mailza Assis (PP). Petecão não entendeu ainda que, quem estará na linha de frente pedindo votos para ele nas ruas, serão os candidatos a deputado; e não os prefeitos que tanto elogia.
PROBLEMA JURÍDICO
Os organizadores da reunião alertam para um problema jurídico. Se for fechada, por exemplo, uma aliança com o candidato Alan Rick (Republicanos), todos os candidatos da chapa do PSD terão que colocar em suas propagandas o nome do Alan e se forem flagrados pedindo votos para a Mailza, poderão ter problemas de infidelidade na justiça eleitoral.
BOCALOM VIU COM IRONIA
O ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) viu com ironia aparecer mal colocado na pesquisa do Paraná. Soltou uma nota lembrando que as pesquisas sempre o deram como derrotado nas eleições que disputou, e venceu várias. Seus seguidores alegam que nunca uma pesquisa o colocou na liderança de uma corrida eleitoral. Bocalom voltou a dizer que vai se eleger governador.
QUER A REELEIÇÃO
O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) nem admite abandonar a sua campanha por mais um mandato, para ser vice na chapa da governadora Mailza Assis (PP). Gonzaga tem base forte na região do Juruá.
DIVISÃO DA GRANA
A divisão do Fundo Eleitoral foi anunciada ontem pelo TSE. Os quatro partidos melhor aquinhoados foram: O PL, que ficou com a maior fatia: R$ 881,6 milhões. Depois vem o PT, com R$ 615,3 milhões. O União Brasil terá R$ 526, milhões e o PSD, com R$ 421.800 milhões.
ANTES QUE APAREÇA
Antes que apareça algum político querendo se apoderar da paternidade da obra, é bom esclarecer que a recuperação do Ramal do Icuriã, na região de Assis Brasil, já estava na programação do DERACRE.
ENDEREÇO ERRADO
O MP de Feijó encaminhou ofício ao governo querendo saber qual a programação para recuperar ramais, buracos nas ruas e pontes da cidade. Equívoco do MP. Recuperar ramais, ruas e pontes na zona rural, são de competência da prefeitura do município. O endereço do ofício deveria ter sido a prefeitura de Feijó.
SEM VALOR CIENTÍFICO
A pesquisa para deputado federal e deputado estadual, pelo grande volume de candidatos, não passa de uma amostragem sem valor científico. Não há como mensurar o coeficiente de cada chapa. Apenas isso.
NÃO PODE AVALIAR MAL
A médica Jéssica Sales (MDB) corre um risco muito grande de insucesso, se resolver disputar o Senado, onde a disputa será apertada. Sua melhor chance para permanecer na política é disputar uma vaga de deputada federal, na boa chapa do MDB.
BOA VANTAGEM
O que torna a candidatura do ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB) a deputado estadual competitiva, é que conhece cada palmo da periferia e de ter um nicho de apoiadores fiéis. Mesmo quando perdeu eleições majoritárias, sempre foi bem votado. E, lembrando ser Rio Branco o maior colégio eleitoral.
NAS MÃOS DA MAILZA
O ex-secretário Aberson Carvalho (MDB) se coloca como uma opção para vice na chapa da governadora Mailza Assis (PP), mas naquela de que o vice não se auto convida, mas é convidado.
FRASE MARCANTE
“A felicidade não é algo pronto . Ela vem dos seus próprios atos”. Dalai Lama, líder budista.
Por: AC 24 horas

