Maria José Vieira, de 70 anos, moradora de Sena Madureira há mais de quatro décadas, estava na frente de casa quando ouviu o estrondo da Ponte Frei Paolino Baldassari cedendo, na tarde desta sexta-feira (5). Em entrevista ao vivo ao ac24horas, ela contou que olhou na direção da ponte e só viu fumaça. Ela, que mora a poucos metros do local, imediatamente sentiu medo até mesmo de retornar à sua residência. “Nunca queria ver essa tragédia. Ainda estou em estado de choque, essa noite não dormi”, disse.
No bar de sua propriedade, em um deck próximo ao Rio Iaco, havia muita gente quando a ponte desabou. O impacto foi sentido nas casas do entorno, com tremor e balançar nas estruturas. “Ficou tudo balançando, balançou muito. O pessoal gritava: sai, sai, vai cair tudo”, descreveu Maria. A moradora confirmou que a ponte havia sido interditada cerca de 24 horas antes do colapso, ela mesma passou pela estrutura ao menos um dia antes do fechamento.
“Meu Deus, Deus já me deu o livramento”, afirmou, ao lembrar que cruzou a ponte horas em um curto espaço de tempo. A entrevista foi feita diretamente no deck da casa de Maria José, às margens do Rio Iaco, de onde ela e outros moradores acompanharam a situação que se encontra a ponte.
Por: AC 24 horas

