O volume de águas do Rio Acre registrou uma reação linear nas últimas horas em Rio Branco. Após enfrentar longos períodos de vazante e marcas acentuadas de baixa no leito, o manancial apresentou uma tendência de elevação sustentada nesta quarta-feira (10). O repiquete ocorre imediatamente após a bacia hidrográfica registrar um forte acumulado de precipitação atmosférica de 70,2 mm em 24 horas entre o início da semana e o dia de ontem, alterando a dinâmica de escoamento dos afluentes.
De acordo com a medição oficial efetuada pelas equipes técnicas de monitoramento hidrometeorológico da Defesa Civil Municipal, o nível das águas na capital apresentou os seguintes indicadores consolidados nas primeiras horas da manhã:
Nível do Rio Acre (às 05h22): 3,75 metros;
Volume de chuva nas últimas 24 horas: 33,6 mm;
Cota de Alerta institucional: 13,50 metros;
Cota de Transbordo (Inundação): 14,00 metros.
Embora o índice atual de 3,75 metros posicione o manancial quase dez metros abaixo da linha crítica em que começam os primeiros alagamentos em bairros periféricos de Rio Branco, a recuperação do volume hídrico é comemorada por especialistas do setor de saneamento e navegação. A marca representa um fôlego operacional para o sistema de captação de água tratada da capital, que vinha sofrendo com a estiagem prolongada.
A combinação entre os 70,2 mm acumulados no início da semana e os novos 33,6 mm computados na manhã de hoje garante a manutenção do fluxo de subida para as próximas 48 horas. A estabilização técnica ocorre porque as cabeceiras do Rio Acre e os principais rios que cortam os municípios de Assis Brasil, Brasileia e Xapuri também receberam recargas pluviais consideráveis ao longo do período.
Mesmo diante do quadro de normalidade operacional e da ampla distância em relação à Cota de Transbordo de 14,00 metros, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil mantém o protocolo de vistorias diárias e o cruzamento de dados de satélite em tempo real.
O objetivo do órgão é prever o comportamento do manancial para o restante do mês de junho, período que historicamente marca a transição definitiva para o chamado “inverno de seca” na Região Norte:
Os boletins de medição da régua instalada na Ponte Metálica seguem com atualizações programadas a cada três horas, servindo de base para o planejamento de ações preventivas do governo do estado e da prefeitura da capital.
Por: Contilnet

