A governadora do Acre, Mailza Assis, decretou situação de emergência em saúde em decorrência do surto de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O decreto foi publicado na edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira, 4 de junho.
De acordo com o decreto, fica declarado situação de emergência em saúde pública no Estado do Acre em virtude da superlotação das unidades estaduais de saúde causada pelo surto de SRAG, fenômeno classificado e codificado como desastre natural biológico – epidemias, doenças infecciosas virais.
Cabe à Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) coordenar a atuação específica dos órgãos e entidades competentes para o enfrentamento da emergência.
O decreto considera o relato da gravidade dos casos, “os quais muitas vezes são submetidos à internação em leitos de terapia intensiva, causando superlotação e fila de espera por leitos”, além da alta taxa de ocupação de leitos adultos em UTI nas unidades de saúde pública e rede privada. A medida considerou também a necessidade de que órgãos e entidades competentes adotem, em caráter emergencial, todas as providências administrativas necessárias à ampliação da cobertura assistencial no âmbito da saúde pública estadual.
A governadora decretou, ainda, que fica estabelecido o atendimento prioritário às demandas da Sesacre pelos órgãos e entidades da Administração Pública estadual, e autorizada adoção de medidas administrativas urgentes que se mostrarem necessárias ao restabelecimento da situação de normalidade.
SRAG
A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (3), apontou aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. No Acre, não seria diferente: o estado aparece entre os 18 com indícios de crescimento na tendência a longo prazo até a Semana Epidemiológica 21.
O cenário é causado principalmente pelo crescimento no número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), Influeza A e pelo rinovírus. A análise é referente à Semana Epidemiológica 21, de 24 a 30 de maio.
A análise destaca que todas as unidades da Federação estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo que 18 delas também têm indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 21: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Mortalidade
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) emitiu, nesta segunda-feira (1º) um alerta por conta do avanço das doenças respiratórias em 2026. É que dados do boletim epidemiológico com números verificados até a 20ª semana epidemiológica, ou seja, até o último dia 23 de maio, mostram que, em 2026, foram registrados 1.303 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), número superior ao observado nos mesmos períodos de 2024 e 2025.
No mesmo intervalo, 37 pessoas morreram em decorrência da doença; destas, 14 ocorreram na primeira infância. Metade dessas mortes foi registrada entre crianças menores de dois anos, tendo como principais causas a bronquiolite e a pneumonia.
Por: Contilnet

