Pais e responsáveis de adolescentes entre 10 e 14 anos podem continuar procurando os postos de saúde para vacinar seus filhos contra a dengue. A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que a imunização desse público não sofreu alterações e segue disponível normalmente nas unidades de saúde.
O esclarecimento foi feito após a divulgação da suspensão temporária de uma vacina contra a dengue pelo Ministério da Saúde, o que gerou dúvidas entre a população. Segundo a Sesacre, a medida anunciada pelo governo federal não afeta a vacina aplicada em adolescentes no Acre.
De acordo com a pasta, a suspensão envolve apenas a vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan e destinada a uma estratégia específica voltada para profissionais da saúde em algumas regiões do país. No estado acreano, esse imunizante também era direcionado exclusivamente a esse grupo.
Já os adolescentes recebem a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda. O imunizante continua autorizado, recomendado pelas autoridades sanitárias e disponível normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, destacou que não existe relação entre a suspensão anunciada pelo Ministério da Saúde e a vacina aplicada nos jovens de 10 a 14 anos.
Segundo ela, não há registros de problemas que justifiquem mudanças na estratégia de vacinação desse público. Por isso, a orientação é que as famílias mantenham o esquema vacinal em dia para garantir a proteção contra a doença.
“A vacina aplicada aos adolescentes no Acre é a Qdenga, do laboratório Takeda, e não possui qualquer relação com a suspensão anunciada pelo Ministério da Saúde. Não há registros de eventos adversos que justifiquem alterações na estratégia de vacinação desse público, por isso a recomendação é que pais e responsáveis mantenham a imunização dos adolescentes dentro dos prazos estabelecidos”, explica.
Ainda conforme a secretaria, todas as vacinas oferecidas pelo SUS passam por avaliações rigorosas antes de serem liberadas para uso e continuam sendo monitoradas pelos órgãos de saúde para garantir sua segurança e eficácia.
A recomendação final é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação dos adolescentes e procurem a unidade de saúde mais próxima caso haja doses pendentes.
Por: Contilnet

