Os seis brasileiros envolvidos no crime bárbaro contra uma família boliviana na fronteira do Acre tiveram o júri popular marcado para o dia 31 de julho. O crime ocorreu no dia 13 de setembro do ano passado próximo das cidades acreanas de Acrelândia e Plácido de Castro, na região de fronteira com a Bolívia. Uma mulher boliviana e os dois filhos foram mortos a tiros depois que a filha de 14 anos foi estuprada por um acreano.
O julgamento, segundo a previsão do Tribunal de Justiça (TJ-AC), deve durar cinco dias e vai ocorrer na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco.
O júri popular vai analisar se os acusados cometerem crime de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. O crime de estupro de vulnerável não será analisado em razão do acusado, o pivô de toda confusão, ter sido assassinado em abril do ano passado.
A previsão é de sejam ouvidas 21 pessoas sendo seis testemunhas pelo Ministério Público, nove de defesa e interrogatório dos seis acusados.
Entre os acusados estão Gean Carlos Alves da Silva, José Francisco Mendes de Sousa, Geane Nascimento da Silva, Gean Carlos Nascimento da Silva, Gilvan Nascimento da Silva e Luciano Silva de Oliveira. Todos da mesma família.
O sétimo acusado, Gilvani Nascimento da Silva, de 19 anos, que teria sido o pivô de toda confusão que terminou em tragédia, foi assassinado a tiros no último dia 6 de abril, em Rio Branco. Na mesma decisão que manteve a prisão do grupo, o juiz Alesson Braz declarou extinta a punibilidade contra Silva.
Por: G1 Acre

