InícioECONOMIADólar ultrapassa R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 meses

Dólar ultrapassa R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 meses

O dólar ultrapassou a barreira dos R$ 5 pela primeira vez em mais de dois meses no início da sessão desta sexta-feira (18/8).

Na máxima dos primeiros minutos de pregão, a moeda americana foi negociada a R$ 5,002. Por volta das 10 horas, o dólar era cotado a R$ 4,989.

O dólar não era negociado acima dos R$ 5 desde o dia 2 de junho, quando foi vendido a R$ 5,0039.

No dia anterior, a moeda teve ligeira baixa de 0,1%, a R$ 4,9813. Com o resultado, o dólar acumula altas de 1,59% na semana e de 5,34% no mês. No acumulado do ano, até aqui, a baixa é de 5,62%.

China gera preocupação

O mercado continua repercutindo, nesta manhã, o anúncio do Banco Central (BC) da China de que deve dar maior “apoio” à atividade econômica do país, que vem dando sinais preocupantes de desaceleração.

Como noticiado pelo Metrópoles, o banco americano Morgan Stanley reduziu a sua estimativa de crescimento da economia chinesa em 2023, de 5% para 4,7% – abaixo da meta anual estipulada por Pequim.

A crise no mercado imobiliário chinês também gera forte preocupação dos investidores. A gigante chinesa Evergrande, uma das maiores empresas da China no setor imobiliário, pediu proteção contra a falência nos Estados Unidos, na quinta-feira (17/8).

A companhia recorreu a um instrumento denominado Chapter 15, a Lei de Falências dos Estados Unidos. A regra permite às empresas estrangeiras terem seu processo estendido nos EUA, protegendo ativos que possuem no país.

O Chapter 15 da Lei de Falências americana trata de processos internacionais de recuperação judicial, que tiveram início em outros países.

A Evergrande tenta, há meses, concluir um plano de reestruturação de sua dívida. Em abril, a companhia informou que não contava com o apoio necessário dos credores para colocar o plano em prática.

Ibovespa

Na véspera, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou com perdas de 0,53%, aos 114,9 mil pontos. Foi a 13ª queda consecutiva do índice, a pior sequência da série histórica iniciada em 1968.

Com o resultado, o indicador acumula perdas de 2,6% na semana e de 5,7% no mês. No ano, ainda acumula alta, de 4,78%.

 

Por: Metrópoles

 

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