O presidente Jair Bolsonaro foi franco, quando respondeu ao apresentador e jornalista Everton Leoni, sobre o futuro das obras da BR 319, na entrevista exclusiva que concedeu à SICTV/Record, nesta semana. Há sim, disse ele, todo o empenho do seu governo para que a obra seja concluída até Porto Velho, tirando Manaus do isolamento, por terra, do restante do Brasil. Mas reconheceu, ao responder, que as ações judiciais propostas pelo MPF e por ONGs pode, sim, afetar o projeto. Bolsonaro destacou que todos sabem que a rodovia é vital para a região e que o ministro Tarcísio de Freitas, o tocador de obras, fará de tudo para que ela seja concluída. Não falou claramente, mas deixou nas entrelinhas que será um grande desafio fazer os 900 quilômetros da rodovia até 2023, como planejado. O Presidente falou também em várias outras obras em andamento, como a ferrovia norte-sul, que começa a se tornar realidade e lembrou que o modal ferroviário passa a ser prioridade no país. Mas, em muitas obras planejadas, há sim questões e questiúnculas ambientais que têm impedido o andamento dos projetos e mantido regiões inteiras do país no atraso. Os amazonenses, que, pelo isolamento, pagam os preços mais altos de alimentos em todo o país, estão desesperados para que o asfaltamento da BR 319 saia do papel. As bancadas federais do Amazonas e de Rondônia, principalmente, estão juntas nesta proposta. Milhões de amazônidas têm esperança de que a obra seja mesmo concluída.
Via: Contil Net

