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MPAC promove reunião para ouvir demandas de povos de religiões de matriz africana

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, promoveu na tarde desta segunda-feira (25) uma reunião de alinhamento com lideranças das religiões de matriz africana. O encontro, conduzido pelo promotor Thalles Ferreira, teve como objetivo ouvir demandas, propor encaminhamentos e reforçar o compromisso institucional no enfrentamento à intolerância religiosa e ao racismo.

A reunião contou também com a presença da secretária adjunta de Assistência Social e Direitos Humanos, Amanda Vasconcelos; da diretora de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Rila Freze; do presidente da Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre (Feremaac), pai Célio de Logum; além de integrantes de diversas casas de matriz africana.

Os participantes relataram problemas recorrentes, como episódios de intolerância em escolas, violência institucional durante atendimentos e abordagens de órgãos de segurança pública, ausência de políticas públicas específicas e tratamento desigual em relação a praticantes de outras religiões.

Entre as propostas discutidas, destacam-se a criação de uma ouvidoria especializada para atender casos de racismo, a formulação de um plano estadual direcionado aos terreiros, a promoção de ações para inserção de adeptos das religiões de matriz africana no mercado de trabalho e a capacitação de agentes de segurança pública com foco na educação antirracista.

O promotor reforçou a importância do diálogo e da parceria com as lideranças religiosas para assegurar direitos e ampliar a inclusão. “Temos desenvolvido, dentro de um procedimento específico, o tema da intolerância religiosa, associado à educação antirracista e à prevenção e combate ao racismo religioso, que é subnotificado no Acre. Este encontro é uma oportunidade para ouvir as lideranças, aproximar o Ministério Público dos terreiros e construir um caminho que permita, no futuro, celebrar a diversidade religiosa sem medo ou necessidade de esconder a fé”, afirmou.

 

Por: Agência de Noticias do MPAC

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